informação
Eduarda Ferreira
vive e trabalha no Porto, onde nasceu, em 1962.
depoimento
Nem tudo parte do espaço vazio e de um momento solitário. A inspiração vem quase sempre dos acontecimentos do dia a dia, dos detalhes, das sombras, dos planos que aparecem no mobiliário, da arquitetura, da paisagem, de fotografias.
Os utensílios que utilizo são diversos: pincéis, panos, papeis, cartões, a mão. As técnicas são variadas e surgem em reposta à curiosidade da experimentação ou da insatisfação com um resultado. Uso tinta de óleo, acrlico, esmalte, colagens de materiais recolhidos no quotidiano.
Gosto de planear antecipadamente o meu trabalho, mas muitas vezes o acaso sugere melhores caminhos e soluções mais interessantes. As obras acontecem como um exercício de liberdade. parto em cada trabalho à procura de algo com que me identifique, para exprimir o resultado da elaboração de um pensamento, obter uma harmonia pacificadora, ou simplesmente para expressar uma emoção.
Um trabalho fica pronto quando consegue traduzir uma verdade interior. Mas quando termina volta sempre a inquietação e o entusiasmo de um novo começo.
Eduarda Ferreira
críticas
“Eduarda Ferreira mostra aqui abstracção, figuração, realização. Trata-se de simplicidade e realidade, envolvente de um evidente indizível. Portanto, visível sem vir dizer, tão claro quanto intraduzível verbalmente.
FERNANDO PERNES, folha de sala da exposição
“Texturas e Símbolos, Desenhos e Objetos ”, Cooperativa Árvore 2007
“Eduarda Ferreira cultiva uma pintura despojada de toda a encenação, no rigor que recusa qualquer cedência ao efeito fácil, apostando sempre numa autenticidade que chega a sugerir alguma aproximação tendencial ao minimalismo. Pintura, portanto, que joga com elementos mínimos: linhas, manchas texturadas, símbolos (círculos, anéis duplos, espiral), figuras a vir ou a ir. Pode certamente dizer-se que esta pintura se envolve de mistério tentando embora narrar estórias do real vivido. Mas o que exprime, quadro após quadro, para além de qualquer dramatismo, é uma procura de equilíbrio tranquilizador, um anseio fundo de harmonia. A procura tem acentos ora melancólicos ora irónicos, e, todavia, o efeito é sempre o de uma serenidade atingida, realçada inclusive pelo formato e o tamanho das telas. Diz Eduarda Ferreira, querendo explicar-se, que na composição destas telas «procura uma lógica tranquilizadora que se inspira talvez no conhecimento científico», o da própria pintora”
ARSÉNIO MOTA, jornalista, 2010
CV
EXPOSIÇÕES
Individuais
2007 – “Texturas e Símbolos, Desenhos e Objectos”, Cooperativa Árvore, Porto;
Convento do Desagravo – Vila Pouca da Beira
2011 - Universidade Lusófona
Coletivas
1987 – Fundação Eng. António de Almeida, Porto.
1988 – “O Engenheiro e a Arte”, Fundação Eng. António de Almeida, Porto.
1990 – TLP Espaço Arte, Porto.
1996 – Grupo Desportivo da Portugal Telecom, Porto.
1999 – Alunos do Atelier Espaço de Arte, Porto.
2000 – “3ª Bienal de Artes Plásticas – O Vidro Ano 2000”, Marinha Grande; Bienal Internacional de Artes Plásticas de San Ildefonso La Granja, Segóvia; “Arte PT”, Porto.
2001 – Casa de Cultura de Paredes; Encontro Cultural do Clube PT, Torres Novas; “Prémio Nacional de Pintura Pintor António Joaquim” – Artistas de Gaia, Vila Nova de Gaia; “Arte na PT”, Porto.
2002 – “Prémio Vespeira, VII Bienal de Artes Plásticas Cidade do Montijo”; “Artistas PT”, Porto e Lisboa; “XIX Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore”, Mercado Ferreira Borges, Porto; “4ª Bienal Artes Plásticas – O Vidro na Arte a Arte do Vidro”, Marinha Grande; Galeria Craesbeck, Porto.
2003 – “Prémio de Artes Plásticas Henrique Silva”; “Trajectórias”, Galeria do Palácio de Cristal, Porto; “XX Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore”, Cooperativa Árvore e Galeria Vilar/Árvore, Porto; “VIII Exposição Colectiva Arte PT”.
2004 – “XXI Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore”, Cooperativa Árvore, Porto; “XIX Exposição Colectiva Arte PT”.
2005 – “XXII Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore”, Cooperativa Árvore, Porto; “Concurso Internacional de Pintura – Clube Naval Povoense”; “Encontro Cultural do Clube PT”, Évora; “XX Exposição Colectiva Arte PT”.
2006 – “Encontrartes”, Paredes; “6ª Bienal Artes Plásticas”, Marinha Grande; “XXI Exposição Colectiva Arte PT”.
2007 – “Gotas da mesma água”, em conjunto com Teresa Tavares, PT – Espaço de Arte Tenente Valadim, Porto; Convento do Desagravo – Vila Pouca da Beira
2008 – Universos a Cores, Espaço Latina – Livraria Latina, Porto; Goisarte, Vila de Góis (Julho); XXIII Exposição colectiva dos sócios da Árvore (Julho); Prémio Abel Manta, Gouveia (Agosto); 7ª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande (Setembro e Outubro);
2011 –Marco de Canaveses (Prémio Carmen Miranda)
2012 – Em três traços (espaço Artes PT);
2013 – 2ª Bienal Internacional Mulheres D’Artes (Museu de Espinho);
2017 – Evento Simplesmente Vinho;
PRÉMIOS / PRIZES
2005 – 1º Prémio / 1st Prize – “Concurso Internacional de Pintura – Clube Naval Povoense Cidade da Póvoa de Varzim”.
2008 - Menção Honrosa/ Honour Award Prémio Abel Manta